terça-feira, junho 19, 2007

O dead line apertado como uma limitação criativa

Ontem estava lendo a edição especial do MM, agências e anunciantes, e me deparei com um anúncio da Lew Lara que trazia o título da imagem acima e me fez pensar o quão limitador e inibidor de idéias criativas, inovadoras é o famoso "é pra ontem".
Sim, porque se pararmos pra pensar veremos que muitos publicitários não têm tempo para se atualizar, para ler um jornal ou fazer outra coisa a não ser o job que é urgente.
Tenho vários amigos que se enquadram nesse perfil e sequer conseguem ler um post desse completo.
Fica aí registrado para nossa reflexão, pois querendo ou não, esses prazos curtíssimos influenciam diretamente na qualidade do nosso produto final: idéia.

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quarta-feira, junho 13, 2007

A cauda Longa

Esse não é um tema tão novo, mas como esse blog tem a pretensão de falar de tendências de mercado e ainda não comentei nada a respeito aqui, vou postar agora sobre um novo conceito da economia moderna: A cauda longa (do original The long tail de Chris Anderson) que nada mais é que a migração dos mercados de massa para os mercados de nicho.
Chris Anderson - editor chefe da Wired Magazine - defende o atendimento das diversas e diferentes necessidades (nichos de mercado) em detrimento das poucas necessidades que já são esperadas (mercado de massa). Explico melhor: Anderson ressalta que as empresas devem disponibilizar para seus consumidores os mais variados produtos possíveis (seja esse produto o novo DVD de Piratas do Caribe ou um LP do grupo Raça Negra de 1987) ao invés de trabalhar apenas com os chamados blockbusters, ou hits de sucesso que uma grande parte das pessoas procuram.
No mercado de massa, as empresas disponibilizam poucos produtos que vendem muito. No mercado de nicho é o inverso: as empresas disponibilizam muitos produtos que vendem pouco. Mas que no final das contas, o share de mercado e o share of mind das empresas que se adeptam à cauda longa, é bem maior do que o das companhias que continuam a trabalhar para um mercado de massa.
E o e-commerce vem justamente para ratificar o que Anderson escreveu em seu livro. Já que a venda através da internet é feita just in time, fica muito mais viável vender um maior número de produtos para um maior número de pessoas sem precisar ter custos de armazenamento, estoque, etc.
Para enriquecer um pouco mais a discussão assista aos dois filmes abaixo e deixe seu comentário.

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sexta-feira, maio 18, 2007

A dura realidade dos estudantes de publicidade

Por algumas horas, durante dois dias de evento, tive a oportunidade de participar do Publiday - evento com o objetivo de aproximar o dia-a-dia da propaganda para cerca de 300 estudantes, que por ventura estejam em dúvidas de que área dessa profissão seguir ou até mesmo saber se essa é a atividade a ser seguida.

Nos intervalos de uma palestra para outra conversei com alguns estudantes e o coro era um só: nesse mercado não tem oportunidade!. Outro estudante disse: pagamos R$ 600 de faculdade e não conseguimos nem um estágio que pague essa mensalidade. Em outro caso, um aluno se ofereceu para ser o servente da agência, disse ele: é mais fácil eles saberem do meu potencial estando aqui dentro do que lá fora.

Por outro lado, empresários da comunicação reclamam cada vez mais da falta de qualificação e despreparo dos novos profissionais que entram semestralmente no mercado de trabalho. E aí entramos em outro fator polêmico que é o papel das faculdades. Será que as universidades estão apresentando as novas tendências de mercado para futuros profissionais que vão se deparar com essa realidade ou estão se limitando apenas em apresentar as etapas de um briefing? Será que os estudantes em alguma disciplina aprendem o que é web 2.0, conteúdo colaborativo, product placement, brand experience, ativação de marcas (ferramentas que são usadas diariamente por agências que entendem o comportamento do consumidor) ou apenas como se dá o processo de comunicação? Não que cadeiras com história da arte, teoria da comunicação, sociologia não sejam importantes, pelo contrário, são básicas. Mas é de fundamental importância, que as faculdades tenham conhecimento que esses profissionais estão chegando desatualizados no mercado por uma deficiência, também, do programa acadêmico.

Devido a esse caos, ou seja: excesso de mão-de-obra, profissional despreparado, mercado pequeno em relação a oferta de profissionais, só quem perde é a nossa atividade e a ética que tende a passar longe em mercados como esses.

Mas ainda não é o fim do mundo. Para Henrique Menezes, da HSM Comunicação, no mercado pernambucano, uma saída para estudantes-empreendedores seria se especializar como prestadores de serviços e entregar um produto/serviço de maior valor às agências. Visto que em diversos casos, para viabilização de vários projetos, agências pernambucanas recorrem a prestadores de serviço do eixo Rio-SP.

Para quem não tem condições ainda de colocar um negócio e pretende se direfenciar de alguma forma no mercado de trabalho, parabéns, acreditem: só em está lendo este artigo e frequentar blogs especializados como esse você já está deixando alguns profissionais para trás. E para finalizar, caro leitor, saia do básico, VÁ ALÉM.

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